ERP – Gestão dos Recursos Empresariais
Por Fabiano Parreiras
A tecnologia é algo formidável! Uma das coisas que mais me chamam a atenção é que, com as novidades tecnológicas, surgem necessidades que não existiam antes e, com estas, mais novidades.
Na época dos chamados “carros carburados” como o fusca, não existia telefone celular. Mas quem precisava de celular por ter um carro? Se um fusca estragasse no meio da estrada, bastava uma chave de fenda e um arame para fazê-lo funcionar de novo e chegar a uma oficina. Hoje, se o seu carro pifar em qualquer lugar, é melhor pegar o seu telefone celular e chamar um reboque! Ou seja, o avanço na área automobilística seria prejudicado sem o avanço da área das telecomunicações.
Na administração de empresas, acontece algo parecido. Percebemos que a cada dia:
- A oferta está maior que a demanda;
- As margens de lucro estão mais apertadas;
- A globalização está trazendo novos concorrentes;
- A produtividade é o principal indicador de competitividade das empresas.
Portanto, é fácil concluir o quão importantes se tornam os softwares de gestão empresarial, atualmente! Cada segundo deve ser aproveitado. A integração entre todos os setores das empresas é fundamental para diminuir o retrabalho e as chances de erro. Isso tudo faz com que seja impossível ter sucesso, atualmente, sem os chamados ERP`s – Softwares de Gestão dos Recursos Empresariais.
Imaginemos o fluxo normal de atividades numa empresa, com o uso de um ERP:
1 – O departamento comercial (vendas) da empresa recebe um determinado pedido. Até que a venda aconteça, a empresa precisou de uma equipe de comunicação eficiente para atrair o comprador e uma equipe de vendas preparada para vencer a concorrência, munida de softwares de força de vendas para gerenciar dezenas, centenas ou milhares de oportunidades, simultaneamente.
2 – Então, o setor de produção recebe o pedido em tempo real e o avalia. A “Engenharia de Produto” analisa o projeto e o pessoal do PCP, por meio do software de gestão, faz uma varredura nos estoques para verificar se os insumos e as matérias-primas necessários para produzir estão disponíveis.
3 – Caso falte algum material para a produção, o departamento comercial (compras) recebe uma solicitação de compra imediatamente e inicia uma consulta aos seus fornecedores, analisando fatores como qualidade, tempo de entrega, preços, prazos, etc. O ERP avalia estes critérios automaticamente e aponta a melhor opção para o comprador.
4 – Realizada a compra, o material dá entrada no estoque, o que gera uma conta a receber que será administrada pelo departamento financeiro.
5 – O pessoal da produção recebe um alarme no sistema, avisando que o material que faltava já chegou e, então, prossegue em seu trabalho para obedecer ao prazo definido pelo cliente.
6 – Quando o produto fica pronto, passa pela expedição e é entregue para o cliente. Para não entrarmos em detalhes de logística de armazenamento e distribuição, passemos para o próximo passo...
7 – A entrega do produto gera um crédito, ou título a receber, ao departamento financeiro. Se estivéssemos lidando com papel ou planilhas, sem integração, isso tomaria um tempo enorme e as chances de erro seriam muito maiores.
8 – O título a receber que foi gerado e todas as outras ações realizadas até então terão reflexo na contabilidade que, além de entradas e saídas, administra o patrimônio da empresa, livros fiscais, obrigações trabalhistas, etc.
Não podemos nos esquecer que o departamento de Recursos Humanos deve estar atento a cada pessoa envolvida neste processo, gerenciando recrutamentos e seleções, treinamentos, motivação, segurança e medicina do trabalho e muito mais!
Portanto, se sua empresa ainda não possui um software de gestão integrado, assim como grande parte das empresas brasileiras, você pode estar numa corrida de “Fórmula 01” com um fusca 76. Atualize-se. Não fique para trás!
Bons negócios!
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