Minha definição de "Empreendedorismo"
Fabiano Parreiras
Após algum tempo de convívio com empresários de diversos segmentos, empresas de diferentes portes e culturas, líderes, desafiadores e seguidores, concluí que ser empreendedor é “perceber e atender plenamente uma necessidade do mercado, desenvolvendo vantagens competitivas com ética e respeito à sociedade e ao ambiente”.
Vamos a uma explicação mais detalhada desta definição:
Quando digo “perceber e atender plenamente uma necessidade do mercado...”, quero ressaltar que ninguém pode criar demanda. As demandas por produtos e serviços aparecem e desaparecem, podem ser ativas ou latentes, mas ninguém consegue simplesmente criar uma demanda. O empreendedor consegue, sim, perceber uma lacuna não preenchida por determinado produto ou serviço e criar este produto ou serviço.
A palavra “plenamente” pode trazer um ar utópico à frase, mas tem o objetivo de alertar para a necessidade da busca incessante pela excelência. Além disso, tenta mostrar que nossa capacidade produtiva e de vendas deve estar ajustada à demanda. Se tivermos um mercado formado por milhões de consumidores e insistirmos em ter uma equipe de vendas excessivamente enxuta, poderemos ser engolidos pela concorrência.
...“Desenvolvendo vantagens competitivas...” abrange três pontos fundamentais:
1 – Recursos humanos – atrair, desenvolver e reter talentos;
2 – Recursos organizacionais – métodos e ferramentas de trabalho;
3 – Recursos financeiros – captar e aproveitar o capital de forma produtiva.
Comentar sobre “ética e respeito à sociedade” deveria ser dispensável, mas infelizmente não é. Apesar de a economia atual exigir cada vez mais valores positivos das organizações, ainda é possível encontrar indivíduos e empresas que encaram a exploração e o mau caráter como meios de obter vantagem.
Exploração de funcionários, fornecedores e clientes, desprezo ou agressões à sociedade em geral e àquela na qual a organização está inserida podem ser percebidos em vários casos. Porém, estas características que talvez proporcionem lucro em curto prazo, são incompatíveis com sustentabilidade em longo prazo.
E finalmente, mas não menos importante é o “meio-ambiente”. Vivemos num planeta com sistemas muito parecidos com os sistemas do corpo humano. Sendo assim, qualquer corpo estranho que cause danos ativará o “sistema imunológico terrestre” e, assim como temos percebido, o corpo estranho tende a ser repelido.
As empresas que lutam para preservar o meio-ambiente, lutam para preservar suas fontes de matéria-prima e seus mercados consumidores. É algo óbvio, mas relegado pelo imediatismo. Mais uma vez, lembramos que lucro fácil em curto prazo é incompatível com sustentabilidade em longo prazo.
Aos empresários que tiverem se identificado com este artigo, parabéns!
Àqueles que não se identificaram, vale pedir que repensem seus valores e sua filosofia de trabalho.
A todos os leitores, um abraço!
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